terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Hamam ou Banho Turco


(versão feminina)
(versão masculina)
Bem, vou escrever pela segunda vez e desta vez estava muito reticente, já que é sobre um assunto delicado e já vão perceber porquê.
Estamos nos últimos dias cá e as despedidas começam a ser cada vez mais frequentes. E agora quem resta cá, somos nós (eu e Rita), e as pessoas que vão ficar cá um ano.
Numa das despedidas, de uma filandesa Mari e uma holandesa Claire, elas tiveram a brilhante ideia de ir a um hamam, ou como é conhecido em português, o banho turco.
Digamos que a ideia de banho turco que eu tenho em Portugal, é de uma sala com partes em mármore, com imenso vapor, cheiro a eucalipto, meia privada onde muito pouca gente vai, a não ser as pessoas mais velhas para descontrairem.
Bem, tenho-vos a dizer que aqui não é bem assim. Quer dizer a parte de serem pessoas mais velhas e partes em mármore, é verdade.
Quando vi para a Turquia, já me tinham falado do verdadeiro banho turco e digo que a curiosidade de experimentar era pouca ou nenhuma.
Mas numa viagem que fiz ao Mar Negro, surgiu a hipótese de experimentar um hamam e de graça. Mas eram 10 da noite e foi uma cena meia oferecida por um Turco simpatico, que não conseguimos recusar. Lá experimentámos, mas nada se compara com o hamam que estive na semana passada. Ai se eu soubesse...
Encontrei-me com elas e lá fomos para a parte mais pobre e feia de Ankara. Não sei bem porquê é lá que estão os melhores banhos turcos, aconselhados pelo Guia Lonely Planet e pelos nossos amigos italianos. Que nos descreveram um hamam de uma maneira que me pareceu bastante interessante e nada promíscua, como eu imaginava.
Está bem, Mariana! Mais uma vez enganadíssima e sem saber onde me ía meter e sem volta a dar, já que elas queriam todas e pelas vezes que elas já tinham ido, não parecia nada de mal.
Bem, chegámos ao hamam que os italianos falaram e por fora parecia óptimo, não tinha ar de spa fantástico, mas tinha óptimo aspecto. Menos mau!
Chegámos lá e um senhor turco não muito simpático diz :" bayan yok". Que significa que aquele hamam era só para homens.
Tudo bem, andámos mais um bocado e lá encontrámos outro hamam, numa rua sinistra e, eu só pensava:" Mariana, volta para trás enquanto podes, depois de entrares, não podes fugir... Não, não, isto não é nada de mal, toda a gente vai!"
Pois é, lá entramos, para a parte das senhoras, já que também havia parte de homens. Fomos recebidas por umas turcas sinistras todas la embrulhadas nas suas burkas, que nos enfiaram numa sala miníscula.
E chega a altura em que temos que tirar a roupa e pormos uma toalha (não totalmente nuas, de bikini).
E lá seguimos para a "sala de vapor", onde supostamente, cada pessoa tem direito a lavatório grande em pedra com água quente e um mini alguidar que se usa para nos molhar. Até aí tudo bem!
O primeiro problema aparece, quando eu começo a olhar à volta e todas as senhoras de muita idade que estão lá, andam a passear-se a usar a apenas cuecas. Ora aí está uma imagem que eu queria evitar a todo o custo, mas não deu.
Segue-se então a parte em que nós somos esfregadas, por outras senhoras, pertencentes ao hamam, por umas escovas fortes que nos arrancam, quase, a pele.
Então, surge diante de mim, uma senhora com cerca de 100 kilos, 60 anos, com uma escova, só de cuecas e aponta para mim e chama-me para o meio da sala para me ir esfregar.
Bem, devo dizer que a minha vontade era afogar-me...
Mas não disse que não, estou na Turquia, experiências destas não se tem em todo o lado. É melhor pensar assim...
Não durou muito tempo, depois mandou-me embora e chamou a Amy (americana) que estava, igualmente, assustada como eu. Já que as outras já tinham experimentado, simplesmente, esqueceram-se de mencionar alguns pormenores.
Achava eu que já me tinha safado de mais pormenores inconvenientes, quando aparece outra senhora, de igual peso, idade, e "solo" usando cuecas. Mas como dirigiu-se para outro lado, para se ir molhar, achei que não era nada comigo. Errado!!!
Passado 5 minutos vai buscar um tapete, daqueles tipo yoga e estende-o no meio da sala em mármore e chama a Mariana. Mas porquê que eu tenho que ser a primeira outra vez??
Mais uma vez não digo que não e lá vou eu. Agora não sabia bem para quê, por isso, acho que ainda estava mais assustada. Desta vez agarra numa esponja e põe sabão e, menos mau!
Lá me "lavou" (lol) e deu-me uma massagem aceitável. Pormenor interessante! Digamos que esta senhora era bem dotada fisicamente, e sempre que se dobrava digamos que os dotes dela me tocavam, nessa altura não sabia se havia de chorar ou de rir.
Última parte da massagem, ela manda-me sentar e fica de frente para mim, como eu estou sentada, os meus olhos estão muito próximos das amigas dela, não, não é interessante!
Pior, é quando ela me dobra o pescoço para a frente e sem saber bem porquê estou colada, literalmente, às amigas!
Claro, que quando acabou eu só consegui partir-me a rir e fugir!
Vesti-me e até nunca mais Hamam!
Não recomendo a ninguém... quer dizer agora há uns hamams versão ocidental, que são nos hotéis, tipo Hilton ou Sheraton e que acho que não ofendem mentes mais fechadas. São é mais caros, mas acho que para a próxima (que não vai haver de certeza!) se alguém me perguntar, são esses que recomendo.
Beijinhos!


quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Epoca Festiva no Médio Oriente

Então, apesar de já muitos terem uma ideia do que se passou aqui na época festiva, Natal e Passagem de ano, pois a curiosidade foi muita e não conseguiram aguardar por mais um relato tardio e fora de horas, mesmo assim passo a contar...

Após dia 23 de Dezembro, o jogo vitorioso da Mariana, que o mundo já sabe porque fiz questão de deixar registado no nosso blog internacionalmente reconhecido, seguiu-se dia 24, o dia dos preparativos para a ceia de Natal. Sinceramente bateu um bocado a melancolia, uma vez que olhavamos para os "nicks", titulos ou mensagens nos inumeros meios ciberneticos que nos fazem ficar ligadas ao mundo fora da turquia, estou a falar obviamente de msn, facebook e afins que todos conhecem tão bem (talvez a geração mais avançada, pai, mãe, não estejam a par do que o facebook é mas .. fica para outro capitulo) e viamos todos os que estão fora como nós a voltar a casa.. "back to portugal".. mas rapidamente esquecemos os milhares km que nos separam de casa e da familia, quando dia 24 de Dezembro, Mariana acorda-me ás 7h da manhã para irmos para a nossa aula de turco e.. ESTÁ A NEVAR!! Véspera de Natal, e começa a nevar em Ankara.. perfeito! Rapidamente tudo se cobriu de neve e Ankara mudava de cor.. ficando bem mais bonita por sinal...















(Rita e o nosso jardim de casa á direita)














(Mariana no Eden da nossa faculdade)




(Baskent University, parte do campus da nossa universidade)

O exitamento foi notório, pareciamos crianças fascinadas com os flocos brancos. Não, nao foi a primeira vez que vimos neve, mas virmos a nossa cidade transformada do dia para a noite foi qualquer coisa de emocionante. Uma cidade que há uns meses atrás aguentava 40 Cº com um calor insuportável. Rapidamente nos apercebemos do perigo que, os nossos amigos turcos, nos advertiram... parece que nesta altura do ano os acidentes por "escorregamento" no asfalto são frequentes e as entradas nas urgência dos Hospitais com pernas e braços partidos são comuns e exponencialmente crescentes. Isto, porque, não esqueçamos que Ankara pode competir com Lisboa "a cidade das 7 colinas" e os declives pista azul, agora com uma camada de gelo escorregadia, espalham-se pela cidade; mas melhor irão perceber a realidade do que vos conto umas linhas abaixo...

Bem, a tarde ficou reservada para os preparativos para a ceia de Natal em casa da Karen, amiga holandesa, com a comunidade erásmica. A ideia, já que não temos os bolinhos feito pela avó, era cada um levar alguma comida, de preferência natalicia e tipica do seu país, e levar um presente entre 5 a 10 YTL (até 10€) para a troca de presentes prevista.

Dei voltas á cabeça, sobre o que poderia fazer sem forno e sem grande experiência culinaria neste género de receitas, e resolvi o assunto com fatias douradas. A Mariana fez uma mousse de morango, com uma receita completamente improvisada, uma vez que procurar igredientes nos supermercado turcos é sempre um desafio.. bem tentamos encontrar leite condensado, mas sem a palvra turca e sem paciência para tentar explicar por gestos o que queriamos, improvisamos com uma especie de natas turcas. Peço instrumento triturador à vizinha turca, por gestos claro, e como.. simples.. bato-lhe a porta de tijela com morangos, na mão, digo-lhe "Merhaba!" (ola), e faço o movimento triturador na direcçao da tijela de morangos "Makine bbbbrrrrrrrrrrr var?!" (máquina bbbbrrrrrrrrrrr tem?) nada mais simples, a senhora amávelmente apressou-se e resolveu-nos o problema com um instrumento estranho turco que decerto triturou.

Lá fomos de panelas e tapawer no mini-autocarro (Dolmus) que nos leva a todo o lado, com destino a casa da Karen. O dolmus deixa-nos ainda um pouco distantes da casa, então restava-nos "escalar a montanha" , agora com neve, a pé. Momento perfeito para percebemos e comprovar-mos o que os turcos nos diziam a cerca do perigo nas ruas... Mariana cai estatelada no meio da estrada de panela de mousse na mão. Tal como um desenho animado. Felizmente o estrago não foi grande, umas dores no joelho e menos de um décimo de mousse desperdiçada.

Chegadas á seia de Natal, estranhamente este ano não era uma reunião familiar com crianças, pais, tios, avós, grande mesa de Natal e tudo a rigor, era sim uma casa cheia de Erasmus vindos de toda a parte do Mundo, até turcos e isrealitas que não celebram o Natal lá estavam para tentarem perceberem o que era e festejarem com nosco. Mesa e árvore de Natal também tinhamos... prato principal uma bela "pasta" feita pelos italianos, salada canadiana, bolo australiano, bolinhos alemães, iguarias holandesas e belgas, mas claro, resta dizer que as sobremesas portugesas foram um sucesso, as eleitas da noite, especialmente porque ninguem sabia exactamente no que consistiam. Animação não faltou com a bela vinhaça á mistura.


















A melhor parte da noite foi, claro, a troca de presentes, principalmente porque eramos umas 30 pessoas, portanto o processo de distribuição era uma incógnita. A solução encontrada foi um jogo proposto pelos americanos. Muito simples.. por ordem de posição cada um tinha de tirar um presente á vez. O primeiro claramente teria de escolher do monte de presentes na árvore, mas o segundo e os restantes teriam 2 opções... ou escolher um presente do monte ou "roubar" o mesmo de uma pessoa á escolha. A pessoa roubada podia repetir todo o processo "árvore ou roubar" e assim sucessivamente até que todos tivessem um presente. É escusado dizer que a brincadeira dos presentes demorou mais de 1h e a competição entre os embrulhos mais vistosos era evidente com os sucessivos "roubos".


Os presentes, com apenas 10€, foram muito variados e cada um mais hilariante que o outro... desde boxers do twity, chouriços, máscaras picatchu até fogo de artifico, este foi claramente usado e experimentado no final da noite o que fez os vizinhos turcos entratrem em alvoroço e quase chamarem a policia, susto perfeitamente compreendido se pensarmos que este é mais um dia do mês para eles. O brinquedo brilhantemente pensado foi oferecido pelo chino-americano claro. O casal asiático traz sempre as inovações e é responsável pelas reparações e assistências tecnológicas. No entanto, o presente que ganha o prémio de "Simplicidade+Intelegência" é um curioso livrinho chamado "picture talk". Consiste numa espécie de dicionário por imagens, com aspecto de livro de crianças mas bastante elucidativo. Sem dúvida bastante útil num país como a Turquia onde, fora dos grandes centros como Istanbul, é sempre um desafio tentar explicar o que procuramos ou o que queremos já que o inglês é escasso e o turco não se assemelha a nada, portanto a boa técnica de dizer a palavra com vários sotaques diferentes, a puxar para os rrr franceses, cantantes italianos ou vogais abertas espanholas, não resulta. Portanto com "picture talk" basta apontar e sorrir...

















(philippe a pensar o que ia fazer com o seu novo brinquedo)














(depois de tanto pensar deu nisto)















O meu presente, ou que levei para oferta foi um "protector de orelhas para o frio" (não sei o nome técnico), mas são como se fossem uns auscultadores felpudos sem música... Roxos! Portanto só rezava que não calhasem a nenhum rapaz mas... calhou!!! Carter, um excêntrico americano de Washington. Estilo formal e intelectual, de gravata e camisa por baixo do pullover aos losangos, mas ao mesmo tempo excêntrico pois o colarinho é cor de rosa e a gravata azul berrante. Bom o visual acompanha a personagem, de sotaque e conversa irónico com ar de dizer as maiores verdades do mundo mas na verdade é só ar, pois este é um daqueles americanos que pensa que Portugal é só montanhas verdes e homens de bigode, desde que viu o "Love Actually"... A verdade é que para maior das minhas surpresas ele adorou os pompons roxos felpudos e não os tirou mais a noite toda!!! Eu recebi, uma das opções mais normais e utilizáveis, um gorro oferecido pela doce Zaarah, uma americana de familia paquistanesa. Á Mariana calhou uma caneca e um porta chaves da "Middle East Technical University", logo a ela uma das 2 pessoas que não lá pertence, é um sinal e uma recordação concerteza...
















(Zaarah e o meu novo kit frio)





















(Italiano Adriano como sempre fora de si e Carter feliz com os pompons felpudo)

Foi uma bela ceia de Natal com a nova familia de 30 pessoas....

Dia seguinte, dia 25 de Dezembro, dia de Natal, tinhamos uma apresentação de um trabalho, a entrevista feita para a cadeira de "European Union". Podem ver como aqui se trabalha, até no dia de Natal... podemos dizer que deu sorte, correu bem e recebemos nota 20 no trabalho, foi um bom presente... Acho que um dos factores preponderantes é além do nosso esforço claro, a professora nos adorar. Uma activista pró União Europeia num país que há anos é candidato e a entrada é demorada, dificil, contestada e com um futuro pouco prometedor. De repente, depara-se com 3 alunas de paises membros da UE que se interessam pelo tema e defendem a UE como se da sua casa se tratasse. Encontra aqui aliadas, numa turma onde nem todos os turcos vêm a UE com os mesmo olhos.


Muitos acham que se a Europa não os aceita como são e exigem mudanças profundas de cultura e hábitos além de os associarem a terroristas só pela sua religião, então não lhes interessa entrar numa organização que os obriga a mudar e não aceita a sua Natureza. Outros, por outro lado, que ambicionam sair da Turquia e envolverem-se num mundo europeu e internacional, vêm a UE como uma fonte de oportunidades e fácil adaptação ao "mundo exterior". Os debates e discussões, ao longo do semestre, foram vários e alguns bem acesos. Tivemos direito a conferências, organizadas na faculdade, sobre variados temas desde "Turquia e relações com a UE" até "Globalização e crise financeira na UE". Politica é sempre um bom e controverso tópico de discussão por aqui, dando tema de conversa para várias horas se necessário...


Á noite, insistimos com os nossos amigos turcos que teriamos de jantar fora no dia de Natal, eles la perceberam a nossa motivação e juntaram-se á nossa comemoraçao. Ok não houve peru assado, mas houve um grande petisco de kebab.


Dia 26 de Dezembro, sexta-feira, para mais uma vez poderem ver que aqui se trabalha e bem, passamos o dia a fazer mais um trabalho, uma análise financeira, uma vez que teriamos de deixar tudo pronto e arrumado para o dia seguinte partirmos para Istanbul... As nossas primeiras visitas iriam chegar... BENVINDOS: familia Assis, Tazinha e Carminho!!!



As nossas primeiras visitas não tiveram muita sorte com o Clima, desta vez apresentava-se um Istanbul com chuva, frio e até uma epécie de granizo que quase pode ser chamado de neve. Os passeios foram mais dificeis e tinham de ser programados de acordo com o tempo, pois um passeio no Bósforo com um céu completamente enublado não tem metade da piada. As nossas visitas não deviam estar habituadas a estes tempos agrestes, e até constipações e esfriados deram as caras, mas com uma boa caga vitaminica rapidamente passaram. A Carminho e a sua postura defensiva a lutar contra as sofridas gotas cortantes de granizo que o digam...


Mas novos amigos turcos não faltaram, especiamente quando toca a negociações com as peritas portuguesas... Conversas, Chá, Nargilé, serões e belos descontos proporcionados por un dos nossos amigos, "Curly" como o apelidámos..


Sim é preciso ter cuidado com as confianças, porque estes turcos, sempre tão amáveis e disponiveis, por vezes "esticam-se" um bocado, chegando-nos a prometer o céu e a Lua em troca não sei bem do quê... Portanto Simpatia mas com moderação subtil...

Quatro meninas juntas.. compras e mais compras, e desta vez não resistimos ao místico "Spicy Bazaar"...
Obrigada Mariana por teres sido contagiada pelo Caril, belos cozinhados que já daí sairam...

Para poderem realmente experienciar o que é a Turquia, as nossas visitas tinha de viver imprevistos tipicos desta civilização. Desta vez, não ficámos num Hostel, decidimos entrar no novo ano com alguma qualidade e acomodar-nos num Hotel, acessivel e com muito bom aspecto, bem no centro histórico da cidade. "Best Nobel Hotel" , Best não deve ser o nome mais apropriado, porque apesar do bom aspecto, confortáveis instalções e valente pequeno almoço, não se importava muito com os serviços básicos como Luz ou Água. Por mais de 2 vezes, as luzes faltavam repentinamente por 1h ou mais e a água acaba bem na hora apropriada do banho. Da primeira vez pensamos, ok acontece, da segunda decidimos sondar e questionar os recepcionistas. Eles não pareciam muito surpresos e disseram que era Normal. Eu pergunto-me, Normal num Hotel onde estamos a pagar um serviço completo de estadia. Eles com ar risonho e gozão respondem mais de uma vez, "é Normal é Normal, é um problema geral da rua" e simiticamente lá nos deram umas velinhas depois de muita insistência. Não sei porquê sentia-me sempre gozada, sempre que "refilava" ou reclamava como cliente que sou.. enfim Turquia ainda não deve saber que "O cliente tem sempre razão". O patrão lá parece que percebeu e a meio de mais uma manhã com água cortada, e por isso chegarmos no final da hora do pequeno almoço chateadas, revoltadas e esfomeadas, ele lá madou o "capanga" ao supermercado e tivemos um belo banquete só para nós...

Sorte ou coincidência, ficámos instaladas paredes meias com um belo Restaurante/Bar/como lhe queiram chamar Turco, que depois de todos os dias insistirem para que entrássemos lá cedemos e participámos numa engraçada e animada festa turca. Aqui percebi que algumas estrangeiras realmente perdem a cabeça com estes ares do Médio Oriente, o que os faz pensar que depois somos todas assim... "Soltas"...

(video uploading)


Nesta noite, conhecemos o primeiro português desde que chegámos á Turquia. O jovem "rasta" Alex do Algarve, que passava férias com os pais. A sorte dele foi encontrar-nos e ser convidado para á festa de Passagem de Ano que tinhamos programa com a comunidade Erasmus.

A passagem de ano foi assim passada numa Basilica antiga recuperada, uma festa organizada pela associação de Erasmus Nacional que juntou erasmus e amigos de toda a parte da Turquia, Istanbul, Ankara, Izmir e afins. A Basilica, não um monumento estrondoso com a maioria nesta cidade mas bem acolhedor, estava cheia e uma confusão de internacionalidade. Numa meio da multidão encontrámos mais portugueses das várias regiões do país, Coimbra, Aveiro, Porto e penso que de Lisboa também. Pelo que parece eu e a Mariana somos as únicas lusas em Ankara, mas em Istanbul são mais de 20...

( em comemorações com um vendedor de estalinhos local)

Os restantes dias reservaram-se para mais uns passeios e desbravar da cidade...

Mas antes de fechar este capitulo, quero deixar um grande OBRIGADO, concerteza em nome de todas, ao tio Assis e tia Ana que tão bem nos acompanharam nesta viagem e nos proporcionaram momentos muito agradáveis, desde as passeatas e caminhadas intermináveis mesmo com clima adverso, belas refeições com conversa animada até ás todas situações irónicas que no Médio Oriente partilhamos, lembro-me vagamente de um certo casal Suspeito do Dubai, espero que não tenha ficado traumatizado com esta gente...


Até uma próxima pescaria Istabul...